Rug WikiRug Wiki

Juta e sisal

Os tapetes de fibra vegetal em juta e sisal não são um tapete oriental clássico, mas uma categoria própria. Robustos, acessíveis e com um aspeto naturalmente cru. Esta página mostra o que distingue as duas fibras, onde fazem sentido e onde estão os seus limites.

#Duas plantas, duas fibras

Juta e sisal são mencionadas frequentemente no mesmo fôlego no comércio, mas são duas fibras vegetais muito distintas. A juta vem do caule da planta homónima (Corchorus capsularis e olitorius) e cultiva-se principalmente na Índia e no Bangladesh. A fibra é mais macia, um pouco mais grosseira no aspeto e relativamente económica na produção. A juta é considerada a segunda fibra natural mais utilizada depois do algodão. O sisal vem das folhas da Agave sisalana, que cresce sobretudo no Brasil, no México e na África Oriental. É claramente mais dura, mais lisa e mais resistente ao atrito. Visualmente, o sisal parece de melhor qualidade. No preço situa-se entre a juta e a lã.

#Propriedades em comparação direta

O sisal é a fibra mais robusta. O seu carácter liso e duro encaixa melhor as marcas de pisar, motivo pelo qual o sisal é a escolha típica para escadas, corredores e zonas de entrada muito frequentadas. A juta é mais macia sob os pés, mais agradável ao toque, mas dura menos. Ambas as fibras têm um tom natural quente, bege a castanho claro, que dá o seu melhor por tratar. Ambas aceitam cor, mas o aspeto natural é, quase sempre, o argumento de venda. Quem quer um tapete em cores garridas raramente recorre à fibra vegetal. Uma restrição importante: nenhuma das duas se adequa a piso radiante com temperatura de impulsão elevada, porque com muito calor e secura simultânea podem tornar-se quebradiças.

#Onde encaixam os tapetes de fibra vegetal

Os tapetes de fibra vegetal pertencem a ambientes modernos, decorados com sensibilidade natural, em que se procura um aspeto cru e honesto. Habitações escandinavas e minimalistas, edifícios antigos com soalho, halls amplos e estilos rurais beneficiam da sua estética material sóbria. O sisal funciona em escadas e corredores. A juta brilha na sala de estar ou no quarto, onde se quer algo mais macio sob os pés. O que ambos não conseguem gerir: humidade. As manchas de água secam com um cerco marcado, em caves húmidas as fibras podem ganhar bolor e um derrame de vinho tinto ou de chá colorido é, muitas vezes, o fim de uma zona, porque as fibras não se limpam como a lã.

#Cuidado e durabilidade

Aspire regularmente os tapetes de fibra vegetal. Areia e sujidade atuam de forma especialmente abrasiva na fibra áspera e encurtam claramente a sua vida útil. Não use cabeça com escova, mas sim um bocal liso, para que as fibras não se levantem. Evite a água, seja na limpeza, seja em derrames acidentais, e absorva tudo a seco de imediato. Uma limpeza profissional a seco é possível, uma limpeza húmida, em regra, não. Com uso moderado, os tapetes de sisal duram entre oito e quinze anos, os de juta um pouco menos. Ao contrário da lã, não desenvolvem uma pátina valiosa, mas desgastam-se à vista e, chegada a altura, substituem-se em vez de se repararem.

Continuar a ler