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Pelo alto vs pelo curto

Pelo alto e pelo curto não são estilos, são alturas de pelo. Ambos existem em tapetes orientais atados à mão e em produção industrial mecânica. Esta página mostra o que a altura do pelo significa na prática, em que divisões cada altura faz sentido e a que prestar atenção na compra.

Pelo alto
Pelo alto
Pelo curto
Pelo curto

Seis critérios em comparação direta

O resumo antes das explicações detalhadas. As duas alturas de pelo têm forças claras em divisões diferentes.

CritérioPelo alto (mais de 15 mm)Pelo curto (menos de 10 mm)
Toquemacio, fofo, presença almofadadafirme, liso, perceção nítida do contorno
Manutençãomais trabalhosa, aspirar com potência reduzidasimples, aspirar como de costume, secagem rápida
Resistênciazonas de passagem visíveis, marcas de pressão frequentesrobusto, marcas de pressão raras, longa durabilidade
Estéticasuperfície de textura macia, contornos suavespadrões nítidos, designs claramente legíveis
Divisões adequadasQuarto, sala com pouco tráfegoSala de jantar, corredor, escada, sala com conjunto de assentos
Exemplos clássicosBerbere, Gabbeh, indústria moderna de pelo altoBidjar, Heriz, Tabriz, Hereke, kilim

#O que a altura do pelo significa tecnicamente

A altura do pelo é o comprimento dos fios dos nós que saem do tecido base. Num Tabriz finamente atado, com 800.000 nós por metro quadrado, o pelo mede habitualmente entre 5 e 8 milímetros. Num tapete berbere marroquino do Atlas são habituais 20 a 40 milímetros, em casos especiais mais de 50.

A altura do pelo não resulta da arte do nó, mas da distância entre nós e da espessura do fio. Lã fiada fina e bem atada dá um pelo curto e denso. Lã fiada grossa e atada com folga dá um pelo alto e macio.

O pelo curto não é automaticamente de mais qualidade do que o pelo alto. Ambos têm tradição. O pelo curto representa as escolas de atadura persa, turca e caucasiana com trabalho fino de detalhe. O pelo alto representa as tradições nómadas e berberes com foco no isolamento térmico e na construção simples.

#Durabilidade e zona de passagem

O pelo alto tem uma desvantagem de princípio em uso intenso. Os fios longos do pelo dobram-se a cada pisada, recuperam, voltam a dobrar-se. Ao longo dos anos fica visível uma zona de passagem que o tapete já não compensa sozinho. Numa sala com rota central pela mesa de centro nota-se claramente ao fim de 5 a 10 anos.

O pelo curto tem aqui a vantagem. Os fios curtos estão mais apertados e mantêm melhor a altura. Um bom Bidjar ou Heriz parece aceitável na zona de passagem ao fim de 30 anos de uso intenso, mesmo aos 50 anos costuma estar apenas ligeiramente achatado.

Para divisões de alta frequência, ou seja, sala de jantar, corredor, escadas ou sala com crianças e animais de estimação, o pelo curto é a primeira escolha. O pelo alto pertence a divisões em que a carga é uniforme ou ligeira.

#Manutenção no dia a dia

O esforço de manutenção no pelo alto é claramente maior. O pó e as migalhas caem fundo no pelo e só se removem com aspiração lenta e repetida. Alguns tapetes de pelo alto, sobretudo sintéticos, não toleram aspiração normal, porque a cabeça com escova arranca a fibra. Aqui só faz sentido aspirar com potência reduzida ou à mão com aspirador sem escova.

O pelo curto é bastante mais fácil de manter no dia a dia. A sujidade fica à superfície, o aspirador remove-a por inteiro, o material seca depressa após a limpeza. A maioria dos tapetes orientais de pelo curto em lã é surpreendentemente pouco sensível a derrames, desde que se atue depressa.

Para famílias e casas partilhadas o pelo curto é mais pragmático. O pelo alto é uma decisão estética com o custo de mais tempo de manutenção.

#Quando o pelo alto é a escolha certa

O quarto é a divisão clássica do pelo alto. Pisar de manhã um berbere macio é, ao toque, claramente mais agradável do que pisar um Bidjar firme. A carga limita-se à zona ao lado da cama, o resto do tapete quase não envelhece.

Espaços habitáveis com pouco tráfego, como uma sala de leitura ou uma sala formal pouco usada, beneficiam igualmente do pelo alto. O carácter macio reforça uma atmosfera serena.

Para alérgicos a resposta é complexa. O pelo alto retém mais pó e pólen, o que a curto prazo pode melhorar a qualidade do ar, mas com limpeza pouco frequente torna-se carga. O pelo curto limpa-se com mais frequência e profundidade e, a longo prazo, é muitas vezes a melhor opção, salvo se se escolher lã berbere específica pelas suas propriedades hipoalergénicas ligadas à lanolina.

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