Seda vs lã
Quando um tapete oriental atado à mão entra na lista curta, mais cedo ou mais tarde surge a pergunta do material. Seda ou lã? Ambas são fibras naturais com longa tradição e carácter muito distinto. Esta página compara-as diretamente, com recomendações claras consoante a situação de habitação.


Sete critérios em comparação direta
Resumo para quem tem pressa. As secções seguintes aprofundam cada um destes critérios.
| Critério | Seda | Lã |
|---|---|---|
| Brilho | tornassol natural, a refração muda com o ângulo de visão | brilho mate, carácter sereno |
| Densidade de nós | 400.000 a 1.500.000 nós por m² | 120.000 a 500.000 nós por m² |
| Resistência | macia, sensível a marcas de pressão, inadequada para zonas de passagem | robusta, fibra elástica, possível em divisões de alta frequência |
| Manutenção | Limpeza a seco, sem água, sem remédios caseiros | Aspirar, limpar nódoas, lavagem profissional de 5 em 5 a 10 em 10 anos |
| Durabilidade | 30 a 80 anos com armazenamento correto | 60 a 150 anos, frequentemente atravessa gerações |
| Preço por m² | 1.500 a 8.000 euros consoante a densidade de nós | 200 a 4.000 euros consoante a qualidade |
| Melhores divisões | Quarto, tapeçaria de parede, peça de vitrina | Sala, sala de jantar, corredor, quarto |
#Brilho e efeito da luz
A primeira diferença que qualquer um deteta de imediato: a seda tornasseja. Uma fibra de seda é finíssima e lisa, reflete a luz num ângulo estreito e dirigido. A dois metros de distância, um tapete de seda parece duas peças distintas conforme o vejamos de norte ou de sul.
A lã é uma fibra crespa com uma superfície irregular. Dispersa a luz em vez de a espelhar. Um tapete de lã mantém o seu carácter sob qualquer ângulo e sob qualquer fonte de luz. Resulta mais sereno e acolhedor, embora menos espetacular.
Para divisões representativas com luz natural por dois lados, a seda pode ser uma escolha sensata. Para divisões de uso sobretudo ao fim do dia e atmosfera acolhedora, a lã continua a ser a primeira opção.
#Resistência e zona de passagem
Aqui a diferença prática torna-se grande. A seda é macia e lisa, o que a torna agradável ao toque, mas sensível à pressão e ao atrito. Uma perna de sofá deixa, em semanas, uma marca visível. Um ponto por onde se passa todos os dias brilhará, ao fim de um ano, de forma claramente diferente do resto.
A lã é crespa e recupera a forma. Pressione um tapete de lã com o dedo e o ponto regressa em segundos ao estado original. É também por isso que os tapetes de lã se mantêm aceitáveis na zona de passagem ao fim de 50 anos, enquanto os de seda mostram desgaste visível em pontos muito frequentados.
Regra prática: a seda vai onde se anda pouco ou em silêncio. Quartos, sala de jantar formal, peças de showroom. A lã vai em qualquer divisão de uso diário.
#Manutenção e riscos
A lã é surpreendentemente fácil de cuidar. A fibra absorve até 30 por cento do próprio peso em humidade sem parecer molhada e volta a libertá-la. Isto torna a lã pouco sensível a derrames, desde que se atue depressa. Uma lavagem profissional a cada 5 a 10 anos chega para peças de sala.
A seda não suporta a água. Um copo de vinho tinto entornado, que um tapete de lã supera, deixa muitas vezes na seda um dano permanente. Também os remédios caseiros, como água com vinagre ou água mineral, estão proibidos. Os tapetes de seda precisam de limpeza a seco junto de um especialista e devem ser protegidos da luz solar, porque a fibra desbota rapidamente com os UV.
Para famílias com crianças e animais de estimação a resposta é clara. Lã. Para colecionadores que queiram compor uma divisão especial, a seda pode ser a escolha certa, desde que as exigências de manutenção sejam aceites.
#Densidade de nós e padrões finos
A densidade de nós está intimamente ligada ao material. A seda permite nós mais finos do que a lã, porque a fibra é mais fina e uniforme. Os tapetes de seda Hereke, da atual Turquia, atingem 1,2 a 1,5 milhões de nós por metro quadrado, e algumas peças especiais chegam aos 2 milhões.
Os tapetes de lã situam-se sobretudo entre 200.000 e 500.000 nós por metro quadrado. As peças de topo de Nain ou Isfahan chegam aos 800.000, o limite superior do que é possível com lã.
Para padrões figurativos ou de grande detalhe, essa densidade é uma vantagem técnica da seda. Num tapete de seda Hereke distinguem-se cavalos com cada crina representada, algo que com a lã simplesmente não é possível. Para designs geométricos ou florais clássicos, a densidade da lã chega plenamente.
#Preço e evolução do valor
A seda é claramente mais cara do que a lã, tanto na primeira compra como ao longo da vida útil. Um Hereke de seda custa 2.500 a 8.000 euros por metro quadrado, um Bidjar ou Heriz de lã de tamanho comparável custa 600 a 2.000 euros.
Na evolução do valor a diferença manifesta-se de forma distinta. Os tapetes antigos de lã de qualidade de colecionador mantêm o valor ou valorizam, porque a substância ainda aguenta após 80 anos. Os tapetes antigos de seda são raros em bom estado, porque a fibra se gasta ao longo das décadas. As peças mais caras em leilão são quase sempre tapetes antigos de lã com história, não seda antiga.
Para o comprador médio isto quer dizer: a lã é a escolha economicamente melhor. A seda é uma decisão estética, tomada conscientemente.
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